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Nesta seção , você confere o significado dos principais termos financeiros, além de outros relacionados às atividades bancárias. Para acessar, clique na letra inicial do termo procurado, ou digite-o no mecanismo de busca.

Abertura de Capital

A abertura de capital de uma empresa se dá por meio do lançamento de ações junto ao público, com o objetivo primário de obtenção de recursos. A decisão de abrir o capital deve se subordinar a uma análise de sua viabilidade, demonstrando, para um dado nível de atividade da empresa, ser mais conveniente incidir nos custos relativos à abertura do capital do que buscar estes recursos por meio de endividamento, ou poder combinar as duas possibilidades, tanto de captar capital próprio no mercado como também recorrer ao endividamento. A abertura de capital por meio de outros valores mobiliários, como debêntures conversíveis e bônus de subscrição, pode ser considerada um estágio preliminar à abertura plena. Para que uma empresa possa se tornar uma Companhia Aberta, deve estar constituída na forma jurídica de uma sociedade anônima, de acordo com o que preceitua a Lei nº 6.404, de 15/12/1976. Esse processo requer o pedido de registro da empresa como companhia aberta, para que seus títulos possam ser negociados em bolsa ou mercado de balcão. Concomitantemente com o pedido de abertura de capital é possível ser solicitado o registro e a autorização para a distribuição de novos valores mobiliários por meio de subscrição pública (underwriting), sendo o processo de análise, o registro e o deferimento efetuados segundo os ditames das Instruções CVM nos. 13/80 e 202/93.

Ação

É um título de renda variável, emitido por companhias ou sociedades anônimas, representando a menor fração do capital da empresa que a emitiu. O investidor em ações se torna co-proprietário da empresa da qual possui ações, participando de seus resultados, sempre na proporção do total de ações que possui. As ações podem estar em poder dos próprios controladores da empresa ou no mercado (veja float). Existem 2 tipos básicos de ações: ON (Ordinárias)- São as ações que dão ao acionista o direito a voto nas assembléias gerais da empresa. Portanto, o acionista controlador de uma empresa precisa ter no mínimo 50% mais uma ação ON. A abreviação ON significa Ordinária Nominativa. PN (Preferencial)- São as ações que dão ao acionista a preferência (sobre os ordinários) em receber parte da divisão dos direitos da empresa no caso de liquidação da sociedade, mas não dão direito a voto nas assembléias. Mas, atualmente, muitas companhias já estão incluindo em seus conselhos um representante escolhido por seus acionistas minoritários, como parte de sua política de Governança Corporativa. O preferencialista recebe um dividendo 10% superior ao dos acionistas ordinários. A abreviação PN significa Preferencial Nominativa.  

Ação Cheia (com)

Ação cujos direitos - dividendos, bonificação e subscrição - ainda não foram exercidos. Veja também Ação vazia (ex).

Ação vazia (ex)

- Ação que já não possui direito ao dividendo mais recente divulgado. Uma ação se torna ex-dividendos no período entre a divulgação do valor do dividendo e seu efetivo pagamento. 

Ações em Tesouraria

Ações da companhia compradas pela própria tesouraria da companhia. Essas ações não pagam dividendos e não dão direito a voto.

ADR (American Depositary Receipt)

Com o objetivo de possibilitar o acesso ao mercado de capitais dos Estados Unidos (EUA) para empresas estrangeiras, foram criados os ADRs, certificados denominados em dólar, de empresas não norte-americanas, emitidos e negociados nas bolsas americanas. O lastro desses títulos são as ações da empresa negociadas em seu país de origem, sendo que cada ADR corresponde a um determinado número dessas ações (veja ADR Ratio). Para lançar um programa de ADRs, a empresa precisa contratar um Banco Depositário americano, além do Banco Custodiante das ações em seu país. Há três diferentes níveis de ADR, cada um deles com exigências crescentes de divulgação, transparência e adequação às leis e normas dos órgãos reguladores norte-americanos: Nível I - também denominado OTC (Over-the-Counter), é negociado apenas no mercado de balcão norte-americano (e não nas bolsas de valores). É o que possui o menor nível de exigências regulatórias e de divulgação. A criação de um programa de ADR Nível I é considerado o primeiro passo dado pelos emissores para ingressar no mercado de ações americano, apesar de não haver lançamento de ações novas. ADR Nível II - é negociado nas bolsas de valores dos EUA (veja NYSE, NASDAQ, Amex), mas também não há lançamento de ações novas nem registro de oferta pública. As exigências regulatórias e de divulgação são bem maiores que as de um programa Nível I, já que são exigidos a elaboração e arquivamento do Formulário F-6 na ocasião do registro, e, a partir de então, dos Formulários 6-K para todas os fatos relevantes e releases publicados em seu país de origem, além do Relatório Anual Formulário 20-F, que é elaborado em US GAAP. O programa de ADRs do Bradesco é Nível II. ADR Nível III - possui a mesma estrutura e grau de exigências do ADR Nível II, com a diferença de que há captação de recursos, pois o recibo é lastreado em ações novas.

ADR Ratio

Expressa a relação existente entre os ADRs e as ações no país de origem. No caso do Bradesco a relação é de 1 ação PN para 1 ADR.

Agências de Rating

empresas responsáveis pela análise de risco de instituições públicas e privadas, financeiras ou não. Por meio de análises criteriosas, essas agências atribuem uma classificação (rating) às empresas ou aos países analisados, a qual serve como um indicador de risco para quem quer investir nesse país ou nessa empresa. As agências de rating mais conhecidas são a Moody's e a Standard & Poor's.  

Agio

É a diferença a mais, na compra de um título, ação, bem ou moeda, entre o valor nominal (oficial) e o valor pago pelo comprador.

Alavancagem

O grau de uso de fundos e recursos de terceiros para aumentar as possibilidades de lucro, elevando o grau de risco da operação. Quanto mais endividada, mais alavancada é a empresa.

AMEX - American Stock Exchange

É a segunda maior Bolsa de Valores norte-americana - logo após a NYSE (Bolsa de Valores de Nova York) -, movimentando cerca de 10% do total de papéis negociados no mercado norte-americano.

Amortização

a) Reconhecimento contábil de despesas diferidas, usualmente relacionado a investimentos e estoques. b) Amortização de dívidas: pagamento de parte do principal.

Arbitragem

Estratégia financeira que busca aproveitar os desequilíbrios entre o preço atual e o preço futuro de dois ativos ou mercados.  

Arrendamento

Um contrato de aluguel à longo prazo.

Assembleia Geral Extraordinária (AGE)

Reunião dos acionistas de uma empresa em caráter extraordinário, cuja realização não é prevista nos estatutos da companhia. Seu objetivo é o de analisar e deliberar sobre acontecimentos imprevistos ou atender a circunstâncias de ocorrência eventual.

Ativo

Conjunto de valores que representa as aplicações do patrimônio e de capital de uma empresa. No caso de empresas em geral inclui saldos bancários, aplicações financeiras, estoques de produtos, pagamentos a receber de clientes, veículos, prédios, máquinas, marca, etc. Já no caso de bancos, é representado por operações de crédito, títulos e valores mobiliários, aplicações interfinanceiras de liquidez e outros. No balanço, é subdividido em ativo circulante, ativo realizável a longo prazo e ativo permanente. 

Aumento de Capital

Incorporação de novos recursos ou reservas ao capital da empresa, aprovada por Assembléia Geral Extraordinária. O aumento de capital é normalmente realizado por meio de bonificação (ou aumento do valor nominal das ações) e/ou direitos de subscrição para os acionistas, mas pode também ser realizado pela incorporação de outras empresas.

Aumento do valor nominal

Ocorre em uma operação de aumento de capital, quando há incorporação de reservas ao capital da empresa sem emissão de novas ações. 

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